Vigor Claro 30 de agosto de 2026

Testosterona baixa: sinais, exames e o que fazer

Testosterona baixa não é uma sensação, é um valor de análise ao sangue lido em conjunto com os sintomas por um médico. As EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health de 2025 incluem a testosterona total, colhida em amostra matinal, nos exames de base de qualquer homem que se queixe de dificuldades de ereção — a hora da colheita faz parte da recomendação, não é um pormenor. Os produtos vendidos como «booster de testosterona» não sustentam a promessa: a revisão sistemática de 2025 sobre Tribulus terrestris, com 10 estudos e 483 homens, não encontrou evidência robusta de aumento da testosterona, e o único ingrediente deste grupo com alegação aprovada na União Europeia é o zinco — para manter níveis normais, não para os subir.

Atualizado 30 de agosto de 2026

Esta página explica o que a análise mede, o que ela sozinha não decide, quais os sinais que as fontes clínicas associam a défice hormonal, e o que acontece com os suplementos e com os injetáveis comprados fora da farmácia.

O que é a testosterona baixa?

«Testosterona baixa» é a forma corrente de nomear o hipogonadismo — a situação em que o organismo produz testosterona abaixo do que seria esperado, com sintomas associados. Não é sinónimo de dificuldade de ereção nem de falta de desejo, embora possa coexistir com as duas.

As EAU Guidelines de 2025 tratam a causa hormonal como uma das cinco famílias de causas da disfunção erétil, ao lado da vasculogénica (a mais frequente em homens mais velhos, ligada a doença cardiovascular e diabetes), da psicogénica, da neurogénica e da induzida por fármacos ou cirurgia. É uma das causas possíveis, não a explicação por defeito.

O mesmo documento indica que o exame físico de um homem com queixas de ereção procura, entre outras coisas, sinais de hipogonadismo — ou seja, a hipótese hormonal é investigada de forma ativa, e não descartada nem assumida.

Quais são os sinais de testosterona baixa?

Os sinais que as fontes clínicas usadas nesta página associam a défice hormonal são fadiga marcada, perda de massa muscular e alterações de humor, sobretudo quando surgem acompanhados de dificuldades de ereção. Nessa combinação, as fontes recomendam investigar em vez de suplementar às cegas, porque a causa hormonal é tratável quando confirmada.

O problema destes sinais é serem partilhados por dezenas de situações sem qualquer relação com hormonas — sono insuficiente, excesso de trabalho, doença tiroideia, depressão, anemia.

Sinal Como aparece nas fontes clínicas O que não permite concluir
Fadiga marcada Motivo para investigar causa hormonal quando surge com dificuldades de ereção Não distingue causa hormonal de outras causas de cansaço
Perda de massa muscular Idem Não é medida de testosterona
Alterações de humor Idem Sobrepõe-se a quadros psicológicos comuns
Sinais no exame físico A EAU 2025 inclui a procura de sinais de hipogonadismo no exame Exige observação médica, não autoavaliação

Nenhuma lista de sintomas substitui a análise. É exactamente por isso que a avaliação recomendada acaba num tubo de sangue e não num questionário.

Como se faz a análise à testosterona?

A recomendação europeia é clara em dois pontos: mede-se a testosterona total e a colheita é feita em amostra matinal. Este exame não vai sozinho — a avaliação de base descrita na EAU 2025 junta-lhe o perfil de glicose e lípidos, porque o mesmo conjunto de fatores que afeta os vasos afeta a ereção.

À volta da análise, o guideline europeu descreve quatro eixos de avaliação inicial de qualquer homem com queixa de disfunção erétil:

  1. separar a disfunção erétil de outras queixas sexuais que se lhe parecem;
  2. procurar as causas comuns que ainda se conseguem reverter;
  3. levantar os fatores de risco que dependem de correção;
  4. perceber o estado psicossocial de quem está à frente.

O exame físico completa o quadro: procura sinais de doença prostática, deformidades penianas, sinais de hipogonadismo e o estado cardiovascular e neurológico.

Saber isto antes da consulta muda a consulta. O médico não está a «desviar-se do assunto» quando pergunta pela tensão, pelo açúcar ou pelo sono: está a percorrer um algoritmo publicado.

Um valor baixo numa análise chega para diagnosticar?

Não. O valor é uma peça de uma avaliação que inclui sintomas, exame físico e contexto psicossocial — e a experiência portuguesa mostra o que acontece quando se salta essa avaliação.

O estudo de Morgado e colegas, publicado em Sexual Medicine em 2019 sobre cuidados de saúde primários portugueses, seguiu 200 doentes referenciados por disfunção erétil. Depois da avaliação, só 115 tinham mesmo o problema pelo qual tinham sido enviados. Em 22,3% dos rastreios o diagnóstico principal era outro, sendo a ejaculação precoce o erro mais comum, com 10,6%.

O mesmo estudo mostrou o reverso: dos doentes com diagnóstico confirmado, só 33,9% tinham sido tratados antes, e entre os tratados apenas 45,2% recebiam a dose máxima do inibidor da PDE5.

Ou seja, há muito autodiagnóstico errado e muito tratamento a meio gás ao mesmo tempo. As duas coisas resolvem-se do mesmo modo: com avaliação a sério.

A testosterona baixa é a causa da minha dificuldade de ereção?

Na maioria dos casos não é a causa principal. A EAU 2025 identifica a origem vasculogénica como a mais comum nos homens mais velhos, associada a doença cardiovascular e diabetes; a causa hormonal é uma entre cinco.

A dimensão do problema em Portugal está medida. O Portuguese Erectile Dysfunction Study (Teles e colegas, The Journal of Sexual Medicine, 2008) inquiriu 3.548 homens dos 40 aos 69 anos em 50 centros de saúde, com escala IIEF e taxa de resposta de 81,3%.

Idade Disfunção erétil (qualquer grau) Forma completa
40–49 anos 29% 1%
50–59 anos 50% 2%
60–69 anos 74% 10%

Prevalência total ajustada por idade: 48,1%.

Há ainda uma razão para não ficar pela hipótese hormonal. A revisão sistemática de Raheem e colegas (American Journal of Men's Health, 2017) regista que a disfunção erétil ocorre, em média, 3 a 5 anos antes do evento cardiovascular. A EAU 2025 diz o mesmo por outras palavras: a disfunção erétil pode ser uma manifestação precoce de doença coronária e vascular periférica, e não deve ser vista apenas como um problema de qualidade de vida.

Quem atribui tudo à testosterona e compra um frasco pode estar a gastar essa janela de anos. O tema está desenvolvido em disfunção erétil: causas e avaliação.

Os suplementos «booster de testosterona» aumentam a testosterona?

Nenhum dos ingredientes mais vendidos tem evidência robusta de aumentar a testosterona em homens com valores normais. A tabela resume o que cada revisão mediu — e vale a pena reparar em quantas nem sequer mediram testosterona.

Ingrediente Fonte principal O que foi medido Resultado
Tribulus terrestris Revisão sistemática, Nutrients, abril 2025 (10 estudos, 483 homens) Testosterona e função erétil 8 dos 10 estudos sem alteração do perfil androgénico; «nenhuma evidência robusta» de aumento
Zinco Alegações EFSA, EFSA Journal 2009;7(9):1229 Manutenção de níveis normais Alegação aprovada, de manutenção; benefício documentado em quem tem défice
Maca (Lepidium meyenii) Revisão sistemática, Shin e col., 2010 (4 ensaios) Desejo sexual e função erétil Efeitos sobre o desejo; não é um estudo de testosterona
Ginseng (Panax) Revisão Cochrane, abril 2021 (9 estudos, 587 homens) Função erétil (IIEF-15) Efeito «trivial» face ao placebo, certeza baixa
Cordyceps Dados pré-clínicos Esteroidogénese em células de Leydig de rato Sem qualquer ensaio clínico dedicado em humanos

Sobre o Tribulus vale a pena o detalhe: os dois únicos estudos da revisão de 2025 que mostraram subida significativa de testosterona total obtiveram 60 a 70 ng/dL, e apenas em homens com hipogonadismo já diagnosticado à partida. As doses usadas foram de 400 a 750 mg por dia, durante 4 semanas a 3 meses. Os números estudo a estudo estão em o que os ensaios do Tribulus mediram.

O que diz exactamente a alegação da EFSA sobre o zinco?

O zinco tem duas alegações de saúde aprovadas ao abrigo do artigo 13(1) do Regulamento (CE) 1924/2006, publicadas no EFSA Journal 2009;7(9):1229: contribui para a fertilidade e reprodução normais (IDs 297 e 300) e contribui para a manutenção de níveis normais de testosterona no sangue (ID 301).

Ler devagar a segunda: manutenção de níveis normais. É uma alegação sobre manter a fisiologia dentro do normal, não sobre subir testosterona acima do normal e muito menos sobre tratar disfunção erétil. Um rótulo que escreva «o zinco aumenta a testosterona» está a dizer outra coisa, diferente da que foi aprovada.

A evidência disponível aponta no mesmo sentido: o benefício sobre testosterona aparece em homens com défice de zinco comprovado. Não há ensaios grandes, controlados por placebo, a ligar suplementação de zinco à melhoria da ereção em homens com níveis normais.

Nem o Tribulus, nem a maca, nem o ginseng têm qualquer alegação de saúde aprovada na UE para função sexual ou testosterona: estão no grupo de plantas com alegações «on hold», suspensas e nunca avaliadas de forma conclusiva.

«Testosterona injetável» e enantato comprados online: o que está em causa

Comprar hormonas ou medicamentos para a ereção fora do circuito das farmácias é o risco documentado mais concreto deste nicho — e está identificado pela autoridade portuguesa.

O Infarmed coloca a disfunção erétil e o emagrecimento no topo das áreas atingidas pela contrafação de medicamentos — as duas categorias onde o comprador tem pressa e vergonha, e onde o vendedor sabe disso. Sobre o que vem dentro de uma embalagem comprada fora do circuito legal, o regulador não alimenta ilusões: o cenário benigno é não haver princípio ativo nenhum, e os outros passam por impurezas, substâncias tóxicas ou uma molécula que não é a anunciada, com efeitos adversos que podem chegar à morte.

Aplicado a hormonas, isto tem um agravante próprio. Quem toma um comprimido falso para a ereção percebe depressa que não aconteceu nada. Quem injeta um éster de testosterona de proveniência desconhecida não tem forma de avaliar o que entrou, nem em que dose — e a vigilância analítica que acompanha um tratamento hormonal real existe precisamente porque essa dose importa.

Há precedente português com nome próprio. O «Japan Tengsu», que se vendia como suplemento natural para a ereção, foi classificado pelo Infarmed como medicamento ilegal: trazia substâncias medicamentosas escondidas.

Há um sinal de verificação oficial: o logótipo comum europeu de venda online legal de medicamentos, com linhas verdes, que remete para a lista da autoridade competente. Sem esse selo, não há forma de saber o que está dentro da embalagem.

Reposição de testosterona. A terapêutica de substituição — injetável, gel ou implante — é um tratamento médico prescrito e vigiado com análises, não um produto de bem-estar. Esta página não indica esquemas, doses nem marcas: a decisão depende do diagnóstico confirmado e do risco individual.

Desde maio de 2025, o sildenafil 50 mg pode ser dispensado em farmácias comunitárias portuguesas sem receita médica, por autorização do Infarmed, como Medicamento Não Sujeito a Receita Médica de dispensa Exclusiva em Farmácia (MNSRM-EF). Aplica-se ao Viagra e aos genéricos com sildenafil.

Sem receita não quer dizer sem regras. A venda é só em farmácia e nunca em parafarmácia; o atendimento faz-se no gabinete de aconselhamento; o farmacêutico percorre uma checklist oficial de contraindicações e interações antes de entregar seja o que for; a idade mínima é de 18 anos; sai no máximo uma embalagem de 8 unidades de cada vez, e fica a recomendação de consultar o médico dentro de 6 meses. O tadalafil manteve-se sujeito a receita médica restrita.

Isto muda a lógica de quem recorria a canais duvidosos por vergonha de pedir receita: existe agora uma via legal, com avaliação de segurança, no balcão da farmácia. E é coerente com a hierarquia da EAU 2025, que classifica os inibidores da PDE5 como primeira linha com força de recomendação forte, enquanto a recomendação sobre suplementos com L-arginina ou ginseng é fraca e reservada a homens com disfunção ligeira que recusam tratamento farmacológico.

Sinais que obrigam a procurar um médico antes de qualquer suplemento
  • ereção mantida além das 4 horas sem estimulação sexual e sem regredir: priapismo, urgência médica. A EAU 2025 classifica o início do tratamento do priapismo isquémico como recomendação forte.
  • dor no peito, com ou sem esforço;
  • enfarte recente, ou história de doença cardíaca grave;
  • perda súbita de visão ou audição, associada em casos raros aos inibidores da PDE5;
  • disfunção erétil de início súbito num homem jovem e sem fatores de risco óbvios — isso investiga-se, não se suplementa;
  • nitratos para a angina: associá-los ao sildenafil ou ao tadalafil é contraindicado, pelo risco de queda perigosa da pressão arterial, e é por isso que a checklist de dispensa em farmácia pergunta especificamente por eles.

O que fazer enquanto espera pela consulta, sem comprar nada

Mudar hábitos não é o prémio de consolação de quem não quer medicamentos. Na EAU 2025 é recomendação forte, com a mesma força atribuída aos inibidores da PDE5: iniciar alterações de estilo de vida e modificação de fatores de risco antes de, ou ao mesmo tempo que, iniciar qualquer tratamento da disfunção erétil.

Há também dados sobre treino do pavimento pélvico. A revisão sistemática de Gbiri e Akumabor (International Journal of Sexual Health, 2023, 13 estudos elegíveis de 239 rastreados) reúne resultados como os de Dorey e colegas (2004): 40% dos participantes recuperaram função erétil normal com treino do pavimento pélvico, num ensaio com 55 homens e mediana de 59,2 anos. Prota e colegas (2012) registaram 47,1% de doentes potentes no grupo tratado contra 12,5% no controlo, em contexto pós-prostatectomia. Os programas descritos foram de 6 a 12 semanas, entre 9 e 20 sessões.

A componente psicológica tem recomendação forte na EAU 2025: terapia cognitivo-comportamental, incluindo o parceiro ou parceira quando indicado, combinada com o tratamento médico.

Se o problema é sobretudo de desejo e não de mecânica, a distinção está tratada na página sobre libido baixa no homem — são coisas diferentes, com soluções diferentes.

Até onde vai esta página, e onde começa a análise ao sangue

Está aqui o que a avaliação europeia de 2025 pede a um homem que se queixa de ereção ou de sinais de défice hormonal, o que os ensaios mostraram sobre os suplementos vendidos para «testosterona», e o que a autoridade portuguesa documentou sobre medicamentos falsificados.

Não está aqui nenhum diagnóstico. Nem valores de corte, nem esquemas de reposição hormonal, nem doses de suplementos: isso decide-se com o boletim das análises em cima da mesa e com alguém que o examinou.

A tabela de testosterona por idade que não vai encontrar aqui

Há procura real por essa tabela — «níveis de testosterona por idade tabela» tem 210 pesquisas por mês em Portugal. Continuamos a não a publicar, e a razão é simples: não temos, nas fontes que usámos, um valor de corte de guideline verificado que pudéssemos citar com a referência ao lado.

Um número solto tem duas maneiras de estragar a vida a quem o lê. Faz um homem com sintomas concluir que está «dentro do normal» e desistir de investigar; ou faz um homem sem sintomas alarmar-se por um valor que, no seu laboratório e com o seu método, é perfeitamente banal. O intervalo de referência vem impresso no boletim da análise e é interpretado com o quadro clínico.

Publicaremos assim que tivermos a fonte primária com a referência completa. Até lá, preferimos dizer que não a temos.

Fontes

  1. EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health 2025 (limited text update março 2025) — definição, etiologia, avaliação de base, testosterona total em amostra matinal, estilo de vida, PDE5i, priapismo, nitratos. https://d56bochluxqnz.cloudfront.net/documents/EAU-Pocket-on-Sexual-Reproductive-Health-2025.pdf
  2. Teles AG et al. Prevalence, Severity, and Risk Factors for Erectile Dysfunction in a Representative Sample of 3,548 Portuguese Men Aged 40 to 69 Years. The Journal of Sexual Medicine, 2008;5(6):1317-1324. https://academic.oup.com/jsm/article-abstract/5/6/1317/6862540
  3. Morgado A et al. Misdiagnosis and Undertreatment of Erectile Dysfunction in the Portuguese Primary Health Care. Sexual Medicine, 2019;7(2):177-183. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6522934/
  4. Raheem OA et al. The Association of Erectile Dysfunction and Cardiovascular Disease: A Systematic Critical Review. American Journal of Men's Health, 2017;11(3):552-563. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5675247/
  5. Vilar Neto JO et al. Effects of Tribulus terrestris Supplementation on Erectile Dysfunction and Testosterone Levels in Men. Nutrients, 2025;17(7):1275. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11990417/
  6. EFSA — alegações de saúde do zinco, EFSA Journal 2009;7(9):1229 (IDs 297, 300, 301). https://www.efsa.europa.eu/en/efsajournal/pub/1819
  7. EFSA — alegações de saúde relativas a plantas em suspensão («on hold»). https://www.efsa.europa.eu/en/topics/health-claims-art-13
  8. Shin BC et al. Maca (L. meyenii) for improving sexual function: a systematic review. BMC Complementary and Alternative Medicine, 2010. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2928177/
  9. Lee HW et al. Ginseng for erectile dysfunction. Cochrane Database of Systematic Reviews, abril 2021. https://www.cochrane.org/evidence/CD012654_ginseng-improving-erectile-function
  10. Infarmed — combate à falsificação de medicamentos. https://www.infarmed.pt/documents/15786/1228470/51_Combate_Falsifica%E7%E3o_Medicamentos.pdf/4ffa6943-1191-40eb-80a5-9020c2a307c0
  11. Gbiri CAO, Akumabor JC. Effectiveness of Physiotherapy Interventions in the Management of Male Sexual Dysfunction. International Journal of Sexual Health, 2023;35(1):52-66. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10903622/

Fontes complementares citadas no texto: reclassificação do sildenafil 50 mg como MNSRM-EF (CNN Portugal, 09.05.2025, https://cnnportugal.iol.pt/viagra/receita-medica/viagra-e-os-seus-genericos-passam-a-ser-vendidos-sem-necessidade-de-receita-medica/20250509/681e69ead34ef72ee445c539); alerta do Infarmed sobre o produto «Japan Tengsu» (TSF, https://www.tsf.pt/sociedade/artigo/infarmed-alerta-que-o-produto-japan-tengsu-e-medicamento-ilegal/10414431); Dorey G et al., British Journal of General Practice, 2004;54(508):819-825 (https://bjgp.org/content/54/508/819).

Perguntas frequentes

Como aumentar a testosterona de forma natural?

As fontes desta página não sustentam que algum suplemento aumente a testosterona em homens com valores normais. O que tem recomendação forte nas EAU Guidelines 2025 é outra coisa: alterações de estilo de vida e correção de fatores de risco, iniciadas antes ou ao mesmo tempo que qualquer tratamento.

Que exame se pede para avaliar a testosterona?

A EAU 2025 nomeia a testosterona total em amostra matinal, dentro de uma avaliação que inclui também o perfil de glicose e lípidos. A distinção entre testosterona total e livre é decidida pelo médico que pede a análise.

O Tribulus terrestris aumenta a testosterona?

A revisão sistemática publicada na Nutrients em abril de 2025, com 10 estudos e 483 homens, conclui que não foi encontrada evidência robusta de aumento da testosterona. Oito dos dez estudos não registaram alterações significativas do perfil androgénico.

A maca peruana aumenta a testosterona?

A revisão sistemática de Shin e colegas (2010) sobre maca e função sexual avaliou desejo sexual e função erétil, não testosterona. Não há, nessa revisão, base para a alegação de aumento hormonal. Os dados de desejo estão detalhados em o que a maca mostrou nos quatro ensaios.

O zinco aumenta a testosterona?

A alegação aprovada pela EFSA é de contribuição para a manutenção de níveis normais de testosterona no sangue, não de aumento. O benefício documentado aparece em homens com défice de zinco comprovado.

Posso comprar testosterona injetável ou enantato pela internet?

O Infarmed identifica a disfunção erétil como uma das áreas com maior contrafação de medicamentos e descreve produtos vendidos online sem substância ativa, com impurezas ou com substância diferente da anunciada. Reposição hormonal é tratamento médico, com diagnóstico e vigilância analítica.

Testosterona baixa causa sempre disfunção erétil?

Não. A causa hormonal é uma das cinco famílias de causas reconhecidas pela EAU 2025; nos homens mais velhos, a origem vasculogénica é a mais comum. Em Portugal, o estudo de 2008 com 3.548 homens encontrou 29% de disfunção erétil entre os 40 e os 49 anos e 74% entre os 60 e os 69.

Sinto cansaço e menos vontade — é da testosterona?

Pode ser, e é por isso que se pede a análise em vez de se adivinhar. Fadiga marcada, perda de massa muscular e alterações de humor acompanhadas de dificuldades de ereção são motivo para investigar causa hormonal — mas os mesmos sintomas aparecem em muitas outras situações.

Vigor Claro reúne o que está publicado por entidades clínicas e reguladoras. Não avalia o seu caso nem substitui uma consulta.