Testosterona baixa: sinais, exames e o que fazer
Testosterona baixa não é uma sensação, é um valor de análise ao sangue lido em conjunto com os sintomas por um médico. As EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health de 2025 incluem a testosterona total, colhida em amostra matinal, nos exames de base de qualquer homem que se queixe de dificuldades de ereção — a hora da colheita faz parte da recomendação, não é um pormenor. Os produtos vendidos como «booster de testosterona» não sustentam a promessa: a revisão sistemática de 2025 sobre Tribulus terrestris, com 10 estudos e 483 homens, não encontrou evidência robusta de aumento da testosterona, e o único ingrediente deste grupo com alegação aprovada na União Europeia é o zinco — para manter níveis normais, não para os subir.
Esta página explica o que a análise mede, o que ela sozinha não decide, quais os sinais que as fontes clínicas associam a défice hormonal, e o que acontece com os suplementos e com os injetáveis comprados fora da farmácia.
O que é a testosterona baixa?
«Testosterona baixa» é a forma corrente de nomear o hipogonadismo — a situação em que o organismo produz testosterona abaixo do que seria esperado, com sintomas associados. Não é sinónimo de dificuldade de ereção nem de falta de desejo, embora possa coexistir com as duas.
As EAU Guidelines de 2025 tratam a causa hormonal como uma das cinco famílias de causas da disfunção erétil, ao lado da vasculogénica (a mais frequente em homens mais velhos, ligada a doença cardiovascular e diabetes), da psicogénica, da neurogénica e da induzida por fármacos ou cirurgia. É uma das causas possíveis, não a explicação por defeito.
O mesmo documento indica que o exame físico de um homem com queixas de ereção procura, entre outras coisas, sinais de hipogonadismo — ou seja, a hipótese hormonal é investigada de forma ativa, e não descartada nem assumida.
Quais são os sinais de testosterona baixa?
Os sinais que as fontes clínicas usadas nesta página associam a défice hormonal são fadiga marcada, perda de massa muscular e alterações de humor, sobretudo quando surgem acompanhados de dificuldades de ereção. Nessa combinação, as fontes recomendam investigar em vez de suplementar às cegas, porque a causa hormonal é tratável quando confirmada.
O problema destes sinais é serem partilhados por dezenas de situações sem qualquer relação com hormonas — sono insuficiente, excesso de trabalho, doença tiroideia, depressão, anemia.
| Sinal | Como aparece nas fontes clínicas | O que não permite concluir |
|---|---|---|
| Fadiga marcada | Motivo para investigar causa hormonal quando surge com dificuldades de ereção | Não distingue causa hormonal de outras causas de cansaço |
| Perda de massa muscular | Idem | Não é medida de testosterona |
| Alterações de humor | Idem | Sobrepõe-se a quadros psicológicos comuns |
| Sinais no exame físico | A EAU 2025 inclui a procura de sinais de hipogonadismo no exame | Exige observação médica, não autoavaliação |
Nenhuma lista de sintomas substitui a análise. É exactamente por isso que a avaliação recomendada acaba num tubo de sangue e não num questionário.
Como se faz a análise à testosterona?
A recomendação europeia é clara em dois pontos: mede-se a testosterona total e a colheita é feita em amostra matinal. Este exame não vai sozinho — a avaliação de base descrita na EAU 2025 junta-lhe o perfil de glicose e lípidos, porque o mesmo conjunto de fatores que afeta os vasos afeta a ereção.
À volta da análise, o guideline europeu descreve quatro eixos de avaliação inicial de qualquer homem com queixa de disfunção erétil:
- separar a disfunção erétil de outras queixas sexuais que se lhe parecem;
- procurar as causas comuns que ainda se conseguem reverter;
- levantar os fatores de risco que dependem de correção;
- perceber o estado psicossocial de quem está à frente.
O exame físico completa o quadro: procura sinais de doença prostática, deformidades penianas, sinais de hipogonadismo e o estado cardiovascular e neurológico.
Saber isto antes da consulta muda a consulta. O médico não está a «desviar-se do assunto» quando pergunta pela tensão, pelo açúcar ou pelo sono: está a percorrer um algoritmo publicado.
Um valor baixo numa análise chega para diagnosticar?
Não. O valor é uma peça de uma avaliação que inclui sintomas, exame físico e contexto psicossocial — e a experiência portuguesa mostra o que acontece quando se salta essa avaliação.
O estudo de Morgado e colegas, publicado em Sexual Medicine em 2019 sobre cuidados de saúde primários portugueses, seguiu 200 doentes referenciados por disfunção erétil. Depois da avaliação, só 115 tinham mesmo o problema pelo qual tinham sido enviados. Em 22,3% dos rastreios o diagnóstico principal era outro, sendo a ejaculação precoce o erro mais comum, com 10,6%.
O mesmo estudo mostrou o reverso: dos doentes com diagnóstico confirmado, só 33,9% tinham sido tratados antes, e entre os tratados apenas 45,2% recebiam a dose máxima do inibidor da PDE5.
Ou seja, há muito autodiagnóstico errado e muito tratamento a meio gás ao mesmo tempo. As duas coisas resolvem-se do mesmo modo: com avaliação a sério.
A testosterona baixa é a causa da minha dificuldade de ereção?
Na maioria dos casos não é a causa principal. A EAU 2025 identifica a origem vasculogénica como a mais comum nos homens mais velhos, associada a doença cardiovascular e diabetes; a causa hormonal é uma entre cinco.
A dimensão do problema em Portugal está medida. O Portuguese Erectile Dysfunction Study (Teles e colegas, The Journal of Sexual Medicine, 2008) inquiriu 3.548 homens dos 40 aos 69 anos em 50 centros de saúde, com escala IIEF e taxa de resposta de 81,3%.
| Idade | Disfunção erétil (qualquer grau) | Forma completa |
|---|---|---|
| 40–49 anos | 29% | 1% |
| 50–59 anos | 50% | 2% |
| 60–69 anos | 74% | 10% |
Prevalência total ajustada por idade: 48,1%.
Há ainda uma razão para não ficar pela hipótese hormonal. A revisão sistemática de Raheem e colegas (American Journal of Men's Health, 2017) regista que a disfunção erétil ocorre, em média, 3 a 5 anos antes do evento cardiovascular. A EAU 2025 diz o mesmo por outras palavras: a disfunção erétil pode ser uma manifestação precoce de doença coronária e vascular periférica, e não deve ser vista apenas como um problema de qualidade de vida.
Quem atribui tudo à testosterona e compra um frasco pode estar a gastar essa janela de anos. O tema está desenvolvido em disfunção erétil: causas e avaliação.
Os suplementos «booster de testosterona» aumentam a testosterona?
Nenhum dos ingredientes mais vendidos tem evidência robusta de aumentar a testosterona em homens com valores normais. A tabela resume o que cada revisão mediu — e vale a pena reparar em quantas nem sequer mediram testosterona.
| Ingrediente | Fonte principal | O que foi medido | Resultado |
|---|---|---|---|
| Tribulus terrestris | Revisão sistemática, Nutrients, abril 2025 (10 estudos, 483 homens) | Testosterona e função erétil | 8 dos 10 estudos sem alteração do perfil androgénico; «nenhuma evidência robusta» de aumento |
| Zinco | Alegações EFSA, EFSA Journal 2009;7(9):1229 | Manutenção de níveis normais | Alegação aprovada, de manutenção; benefício documentado em quem tem défice |
| Maca (Lepidium meyenii) | Revisão sistemática, Shin e col., 2010 (4 ensaios) | Desejo sexual e função erétil | Efeitos sobre o desejo; não é um estudo de testosterona |
| Ginseng (Panax) | Revisão Cochrane, abril 2021 (9 estudos, 587 homens) | Função erétil (IIEF-15) | Efeito «trivial» face ao placebo, certeza baixa |
| Cordyceps | Dados pré-clínicos | Esteroidogénese em células de Leydig de rato | Sem qualquer ensaio clínico dedicado em humanos |
Sobre o Tribulus vale a pena o detalhe: os dois únicos estudos da revisão de 2025 que mostraram subida significativa de testosterona total obtiveram 60 a 70 ng/dL, e apenas em homens com hipogonadismo já diagnosticado à partida. As doses usadas foram de 400 a 750 mg por dia, durante 4 semanas a 3 meses. Os números estudo a estudo estão em o que os ensaios do Tribulus mediram.
O que diz exactamente a alegação da EFSA sobre o zinco?
O zinco tem duas alegações de saúde aprovadas ao abrigo do artigo 13(1) do Regulamento (CE) 1924/2006, publicadas no EFSA Journal 2009;7(9):1229: contribui para a fertilidade e reprodução normais (IDs 297 e 300) e contribui para a manutenção de níveis normais de testosterona no sangue (ID 301).
Ler devagar a segunda: manutenção de níveis normais. É uma alegação sobre manter a fisiologia dentro do normal, não sobre subir testosterona acima do normal e muito menos sobre tratar disfunção erétil. Um rótulo que escreva «o zinco aumenta a testosterona» está a dizer outra coisa, diferente da que foi aprovada.
A evidência disponível aponta no mesmo sentido: o benefício sobre testosterona aparece em homens com défice de zinco comprovado. Não há ensaios grandes, controlados por placebo, a ligar suplementação de zinco à melhoria da ereção em homens com níveis normais.
Nem o Tribulus, nem a maca, nem o ginseng têm qualquer alegação de saúde aprovada na UE para função sexual ou testosterona: estão no grupo de plantas com alegações «on hold», suspensas e nunca avaliadas de forma conclusiva.
«Testosterona injetável» e enantato comprados online: o que está em causa
Comprar hormonas ou medicamentos para a ereção fora do circuito das farmácias é o risco documentado mais concreto deste nicho — e está identificado pela autoridade portuguesa.
O Infarmed coloca a disfunção erétil e o emagrecimento no topo das áreas atingidas pela contrafação de medicamentos — as duas categorias onde o comprador tem pressa e vergonha, e onde o vendedor sabe disso. Sobre o que vem dentro de uma embalagem comprada fora do circuito legal, o regulador não alimenta ilusões: o cenário benigno é não haver princípio ativo nenhum, e os outros passam por impurezas, substâncias tóxicas ou uma molécula que não é a anunciada, com efeitos adversos que podem chegar à morte.
Aplicado a hormonas, isto tem um agravante próprio. Quem toma um comprimido falso para a ereção percebe depressa que não aconteceu nada. Quem injeta um éster de testosterona de proveniência desconhecida não tem forma de avaliar o que entrou, nem em que dose — e a vigilância analítica que acompanha um tratamento hormonal real existe precisamente porque essa dose importa.
Há precedente português com nome próprio. O «Japan Tengsu», que se vendia como suplemento natural para a ereção, foi classificado pelo Infarmed como medicamento ilegal: trazia substâncias medicamentosas escondidas.
Há um sinal de verificação oficial: o logótipo comum europeu de venda online legal de medicamentos, com linhas verdes, que remete para a lista da autoridade competente. Sem esse selo, não há forma de saber o que está dentro da embalagem.
Reposição de testosterona. A terapêutica de substituição — injetável, gel ou implante — é um tratamento médico prescrito e vigiado com análises, não um produto de bem-estar. Esta página não indica esquemas, doses nem marcas: a decisão depende do diagnóstico confirmado e do risco individual.
O caminho legal para quem tem dificuldades de ereção mudou em 2025
Desde maio de 2025, o sildenafil 50 mg pode ser dispensado em farmácias comunitárias portuguesas sem receita médica, por autorização do Infarmed, como Medicamento Não Sujeito a Receita Médica de dispensa Exclusiva em Farmácia (MNSRM-EF). Aplica-se ao Viagra e aos genéricos com sildenafil.
Sem receita não quer dizer sem regras. A venda é só em farmácia e nunca em parafarmácia; o atendimento faz-se no gabinete de aconselhamento; o farmacêutico percorre uma checklist oficial de contraindicações e interações antes de entregar seja o que for; a idade mínima é de 18 anos; sai no máximo uma embalagem de 8 unidades de cada vez, e fica a recomendação de consultar o médico dentro de 6 meses. O tadalafil manteve-se sujeito a receita médica restrita.
Isto muda a lógica de quem recorria a canais duvidosos por vergonha de pedir receita: existe agora uma via legal, com avaliação de segurança, no balcão da farmácia. E é coerente com a hierarquia da EAU 2025, que classifica os inibidores da PDE5 como primeira linha com força de recomendação forte, enquanto a recomendação sobre suplementos com L-arginina ou ginseng é fraca e reservada a homens com disfunção ligeira que recusam tratamento farmacológico.
- ereção mantida além das 4 horas sem estimulação sexual e sem regredir: priapismo, urgência médica. A EAU 2025 classifica o início do tratamento do priapismo isquémico como recomendação forte.
- dor no peito, com ou sem esforço;
- enfarte recente, ou história de doença cardíaca grave;
- perda súbita de visão ou audição, associada em casos raros aos inibidores da PDE5;
- disfunção erétil de início súbito num homem jovem e sem fatores de risco óbvios — isso investiga-se, não se suplementa;
- nitratos para a angina: associá-los ao sildenafil ou ao tadalafil é contraindicado, pelo risco de queda perigosa da pressão arterial, e é por isso que a checklist de dispensa em farmácia pergunta especificamente por eles.
O que fazer enquanto espera pela consulta, sem comprar nada
Mudar hábitos não é o prémio de consolação de quem não quer medicamentos. Na EAU 2025 é recomendação forte, com a mesma força atribuída aos inibidores da PDE5: iniciar alterações de estilo de vida e modificação de fatores de risco antes de, ou ao mesmo tempo que, iniciar qualquer tratamento da disfunção erétil.
Há também dados sobre treino do pavimento pélvico. A revisão sistemática de Gbiri e Akumabor (International Journal of Sexual Health, 2023, 13 estudos elegíveis de 239 rastreados) reúne resultados como os de Dorey e colegas (2004): 40% dos participantes recuperaram função erétil normal com treino do pavimento pélvico, num ensaio com 55 homens e mediana de 59,2 anos. Prota e colegas (2012) registaram 47,1% de doentes potentes no grupo tratado contra 12,5% no controlo, em contexto pós-prostatectomia. Os programas descritos foram de 6 a 12 semanas, entre 9 e 20 sessões.
A componente psicológica tem recomendação forte na EAU 2025: terapia cognitivo-comportamental, incluindo o parceiro ou parceira quando indicado, combinada com o tratamento médico.
Se o problema é sobretudo de desejo e não de mecânica, a distinção está tratada na página sobre libido baixa no homem — são coisas diferentes, com soluções diferentes.
Até onde vai esta página, e onde começa a análise ao sangue
Está aqui o que a avaliação europeia de 2025 pede a um homem que se queixa de ereção ou de sinais de défice hormonal, o que os ensaios mostraram sobre os suplementos vendidos para «testosterona», e o que a autoridade portuguesa documentou sobre medicamentos falsificados.
Não está aqui nenhum diagnóstico. Nem valores de corte, nem esquemas de reposição hormonal, nem doses de suplementos: isso decide-se com o boletim das análises em cima da mesa e com alguém que o examinou.
A tabela de testosterona por idade que não vai encontrar aqui
Há procura real por essa tabela — «níveis de testosterona por idade tabela» tem 210 pesquisas por mês em Portugal. Continuamos a não a publicar, e a razão é simples: não temos, nas fontes que usámos, um valor de corte de guideline verificado que pudéssemos citar com a referência ao lado.
Um número solto tem duas maneiras de estragar a vida a quem o lê. Faz um homem com sintomas concluir que está «dentro do normal» e desistir de investigar; ou faz um homem sem sintomas alarmar-se por um valor que, no seu laboratório e com o seu método, é perfeitamente banal. O intervalo de referência vem impresso no boletim da análise e é interpretado com o quadro clínico.
Publicaremos assim que tivermos a fonte primária com a referência completa. Até lá, preferimos dizer que não a temos.
Fontes
- EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health 2025 (limited text update março 2025) — definição, etiologia, avaliação de base, testosterona total em amostra matinal, estilo de vida, PDE5i, priapismo, nitratos. https://d56bochluxqnz.cloudfront.net/documents/EAU-Pocket-on-Sexual-Reproductive-Health-2025.pdf
- Teles AG et al. Prevalence, Severity, and Risk Factors for Erectile Dysfunction in a Representative Sample of 3,548 Portuguese Men Aged 40 to 69 Years. The Journal of Sexual Medicine, 2008;5(6):1317-1324. https://academic.oup.com/jsm/article-abstract/5/6/1317/6862540
- Morgado A et al. Misdiagnosis and Undertreatment of Erectile Dysfunction in the Portuguese Primary Health Care. Sexual Medicine, 2019;7(2):177-183. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6522934/
- Raheem OA et al. The Association of Erectile Dysfunction and Cardiovascular Disease: A Systematic Critical Review. American Journal of Men's Health, 2017;11(3):552-563. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5675247/
- Vilar Neto JO et al. Effects of Tribulus terrestris Supplementation on Erectile Dysfunction and Testosterone Levels in Men. Nutrients, 2025;17(7):1275. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11990417/
- EFSA — alegações de saúde do zinco, EFSA Journal 2009;7(9):1229 (IDs 297, 300, 301). https://www.efsa.europa.eu/en/efsajournal/pub/1819
- EFSA — alegações de saúde relativas a plantas em suspensão («on hold»). https://www.efsa.europa.eu/en/topics/health-claims-art-13
- Shin BC et al. Maca (L. meyenii) for improving sexual function: a systematic review. BMC Complementary and Alternative Medicine, 2010. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2928177/
- Lee HW et al. Ginseng for erectile dysfunction. Cochrane Database of Systematic Reviews, abril 2021. https://www.cochrane.org/evidence/CD012654_ginseng-improving-erectile-function
- Infarmed — combate à falsificação de medicamentos. https://www.infarmed.pt/documents/15786/1228470/51_Combate_Falsifica%E7%E3o_Medicamentos.pdf/4ffa6943-1191-40eb-80a5-9020c2a307c0
- Gbiri CAO, Akumabor JC. Effectiveness of Physiotherapy Interventions in the Management of Male Sexual Dysfunction. International Journal of Sexual Health, 2023;35(1):52-66. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10903622/
Fontes complementares citadas no texto: reclassificação do sildenafil 50 mg como MNSRM-EF (CNN Portugal, 09.05.2025, https://cnnportugal.iol.pt/viagra/receita-medica/viagra-e-os-seus-genericos-passam-a-ser-vendidos-sem-necessidade-de-receita-medica/20250509/681e69ead34ef72ee445c539); alerta do Infarmed sobre o produto «Japan Tengsu» (TSF, https://www.tsf.pt/sociedade/artigo/infarmed-alerta-que-o-produto-japan-tengsu-e-medicamento-ilegal/10414431); Dorey G et al., British Journal of General Practice, 2004;54(508):819-825 (https://bjgp.org/content/54/508/819).
Perguntas frequentes
Como aumentar a testosterona de forma natural?
Como aumentar a testosterona de forma natural?
As fontes desta página não sustentam que algum suplemento aumente a testosterona em homens com valores normais. O que tem recomendação forte nas EAU Guidelines 2025 é outra coisa: alterações de estilo de vida e correção de fatores de risco, iniciadas antes ou ao mesmo tempo que qualquer tratamento.
Que exame se pede para avaliar a testosterona?
Que exame se pede para avaliar a testosterona?
A EAU 2025 nomeia a testosterona total em amostra matinal, dentro de uma avaliação que inclui também o perfil de glicose e lípidos. A distinção entre testosterona total e livre é decidida pelo médico que pede a análise.
O Tribulus terrestris aumenta a testosterona?
O Tribulus terrestris aumenta a testosterona?
A revisão sistemática publicada na Nutrients em abril de 2025, com 10 estudos e 483 homens, conclui que não foi encontrada evidência robusta de aumento da testosterona. Oito dos dez estudos não registaram alterações significativas do perfil androgénico.
A maca peruana aumenta a testosterona?
A maca peruana aumenta a testosterona?
A revisão sistemática de Shin e colegas (2010) sobre maca e função sexual avaliou desejo sexual e função erétil, não testosterona. Não há, nessa revisão, base para a alegação de aumento hormonal. Os dados de desejo estão detalhados em o que a maca mostrou nos quatro ensaios.
O zinco aumenta a testosterona?
O zinco aumenta a testosterona?
A alegação aprovada pela EFSA é de contribuição para a manutenção de níveis normais de testosterona no sangue, não de aumento. O benefício documentado aparece em homens com défice de zinco comprovado.
Posso comprar testosterona injetável ou enantato pela internet?
Posso comprar testosterona injetável ou enantato pela internet?
O Infarmed identifica a disfunção erétil como uma das áreas com maior contrafação de medicamentos e descreve produtos vendidos online sem substância ativa, com impurezas ou com substância diferente da anunciada. Reposição hormonal é tratamento médico, com diagnóstico e vigilância analítica.
Testosterona baixa causa sempre disfunção erétil?
Testosterona baixa causa sempre disfunção erétil?
Não. A causa hormonal é uma das cinco famílias de causas reconhecidas pela EAU 2025; nos homens mais velhos, a origem vasculogénica é a mais comum. Em Portugal, o estudo de 2008 com 3.548 homens encontrou 29% de disfunção erétil entre os 40 e os 49 anos e 74% entre os 60 e os 69.
Sinto cansaço e menos vontade — é da testosterona?
Sinto cansaço e menos vontade — é da testosterona?
Pode ser, e é por isso que se pede a análise em vez de se adivinhar. Fadiga marcada, perda de massa muscular e alterações de humor acompanhadas de dificuldades de ereção são motivo para investigar causa hormonal — mas os mesmos sintomas aparecem em muitas outras situações.